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O agronegócio brasileiro vive uma mudança de eixo na inovação. Se por muito tempo a proteção intelectual do setor girou em torno de moléculas químicas, hoje as tecnologias biológicas ocupam o centro da conversa, e o avanço nos pedidos de patente é um dos principais indicadores desse movimento. Mais do que uma tendência, é um sinal de para onde caminha o manejo das lavouras.
As patentes verdes são um mecanismo de priorização criado pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) para valorizar e reconhecer tecnologias de menor impacto ambiental, e seu avanço acompanha o crescimento das soluções biológicas no campo. O movimento é global e ganha força também no Brasil, onde o número de registros ligados a bioinsumos vem crescendo de forma consistente.
A Biotrop no centro do movimento
Entre as companhias que puxam essa transformação está a Biotrop, referência em tecnologias biológicas e naturais para o campo, reconhecida como a organização privada com o maior número de patentes verdes vigentes no país, segundo o ranking Radar Tecnológico do Inpi de 2025.
Entre mais de 15 pedidos de patente depositados pela companhia, seis já foram deferidos por meio da via prioritária de patentes verdes, o que reflete o reconhecimento dos seus processos como soluções sustentáveis.
"A inovação sustenta o nosso crescimento. Seguiremos investindo em pesquisa para levar novas tecnologias ao produtor", destaca Douglas Gomes, diretor de pesquisa e inovação da Biotrop. A companhia mantém o investimento em pesquisa e desenvolvimento em cerca de 20% do faturamento anual.
Do laboratório ao manejo do campo
O que sustenta esse ritmo é um pipeline conectado a demandas reais da lavoura. Uma das patentes verdes obtidas pela empresa protege um bioinsumo composto por metabólitos microbianos para o controle de insetos sugadores, com foco na cultura da soja.
A mesma lógica alcança um dos temas mais desafiadores do agronegócio: o controle de plantas daninhas, pauta central do Congresso Brasileiro de Plantas Daninhas. Nessa direção, a Biotrop tem dois pedidos de patente em análise para um herbicida biológico, formulado a partir de extratos vegetais e metabólitos microbianos, e os pedidos giram em torno da elucidação dos mecanismos de ação e da sinergia da formulação com os ingredientes ativos. Os registros do produto tramitam junto ao Ministério da Agricultura, Ibama e Anvisa. Ainda sem previsão de comercialização, a solução sinaliza como o manejo biológico começa a chegar a áreas antes dominadas pela química.
Para a Biotrop, é aí que mora o futuro do setor. "Buscamos tecnologias que unem produtividade e sustentabilidade e se revertem em rentabilidade para o agricultor, sustentadas por pesquisa e reconhecidas pela proteção intelectual", finaliza Gomes.